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quarta-feira, 9 de maio de 2012

SEXTA-FEIRA 13 - NÃO É, MAS A HISTÓRIA VALE!

Na Rua Francisco Lopes morava os amigos Igor, Bruno, Camila e Paloma. Nessa mesma rua existia um casarão antigo e abandonado conhecido como A Mansão Einstein, por causa do seu antigo morador, Robert Einstein.
Dizia-se que o Sr. Einstein era um assassino frio e sanguinário que morreu no interior do casarão. Sua morte até hoje é um mistério. Após sua morte, as pessoas começaram a dizer que a mansão era mal-assombrada em virtude do desaparecimento misterioso de várias pessoas que visitaram a mansão.
Igor e Bruno viviam querendo entrar na mansão para conhecê-la, porém as garotas eram contra e não permitiam.
Um dia resolveram fazer uma aposta. Eles jogariam cinco partidas de JOKENPO, quem ganhasse três  vencia. Se os meninos perdessem nunca mais se tocaria no assunto, no entanto, se ganhassem, todos iriam entrar na casa. O destino é traiçoeiro e quis que as meninas perdessem.
O fatídico dia chegou e por volta das oito horas da noite, todos se reuniram ansiosos no portão da mansão. Esse estava trancado por uma corrente e um cadeado corroído pelo tempo. Bruno, o mais afoito, foi logo arrebentando o cadeado e empurrando o portão que cedeu com um rangido aterrorizador.
Um a um foram entrando até chegar à porta do hall de entrada. A porta principal da mansão, com mais de três metros de altura, estava velha e apodrecida e abriu-se facilmente com um simples toque de Igor.
Lá dentro estava escuro, empoeirado e malcheiroso. Camila e Paloma não queriam entrar, mas cederam à pressão dos amigos. Caminharam alguns passos e de repente ouviram um estrondo às suas costas. Ao se virarem, perceberam que a porta principal estava fechada.
Paloma correu e tentou abrir a porta, mas, mesmo apodrecida e velha, esta não cedeu. Ela voltou para junto dos amigos e continuaram entrando no casarão, iluminando o caminho com as lanternas que trouxeram.
Paloma seguia no final do grupo e, de repente, o chão aos seus pés se abriu e fechou rapidamente, engolindo-a. Ouviu-se os gritos de Paloma se distanciando abaixo e um enorme pavor e medo se abateu sobre o grupo, deixando todos desesperados. No entanto resolveram procurá-la todos juntos.
Começaram a subir a escadaria e ao final dela se depararam com um corredor enorme cheio de portas. Calmamente, mas arrepiados de medo, seguiam no corredor observando cada porta, são quatro no total, e resolveram cada um abrir uma. Todos ao mesmo tempo, ao final da contagem três.
Como eram quatro portas e uma estava sobrando, Igor resolveu trocar, ficando com a que estava sobrando, o que lhe foi muito útil.
Portas abertas, um a um, foram adentrando sua porta. Bruno se deparou com um tipo de tobogã e, ao mudar o passo, escorregou e desceu como se estivesse num escorregador.
Os amigos ouviram os gritos, mas era tarde demais. Cada um sentiu uma pressão nos pés, fazendo-os irem ainda mais para o interior do quarto. Ouviram-se mais gritos, enquanto Bruno continuava escorregando.
De repente, parecendo chegar ao fim, Bruno sentiu um baque seco interrompendo seu divertido passeio. Meio atordoado com a pancada, ele ouviu soluços e virou a lanterna em direção ao som e ficou surpreso com o que viu.
No meio da sala Paloma estava sentada ofegante. Bruno tropeçou numa saliência  no chão e esbarrou num quadro na parede. Este balançou e deslocou a parede do outro lado da sala abrindo uma passagem secreta. Não sabendo o que fazer e não tendo outra escolha, ambos atravessaram a passagem sentindo no rosto um vento frio, gelado como se estivessem caminhando em direção a um freezer.
Após alguns minutos caminhando se depararam com uma porta metálica à direita, e à esquerda, uma porta de madeira nobre entalhada com figuras estranhas.
Quando estavam prestes a abrir a porta de madeira, eles perceberam que alguém gritava atrás da porta de ferro e resolveram abri-la para ver o que era.
Ao abrir a porta duas pessoas partiram para cima deles numa corrida desvairada derrubando todos ao chão. O terror e o pavor entre eles era tão grandes, que todos se levantaram ao mesmo tempo e correram em direção à porta de madeira, derrubando-a, e subindo os degraus a sua frente como se fosse uma rampa lisa, e em poucos minutos todos se viram no portão de entrada da mansão do lado de fora dela.
Só então resolveram se olharem e se reconheceram como os amigos que entraram na mansão.
Chorando, sorrindo, gritando, todos se abraçaram felizes por estarem vivos.
Nossa que susto! Achei que íamos morrer! - disse Paloma aos soluços.
Nem me fale! Ainda bem que todos saímos inteiros. - acrescentou Bruno.
Mas o que aconteceu? - perguntou Camila.
Igor explicou:
O porão dessa mansão é a câmara frigorífica do açougue da rua de trás. Os andares acima estão cheios de buracos que dão direto no porão. Parece que o velho “assassino” era dono de lá e tinha como hobby caçar animais.
Mas como você sabe disso? - perguntou Paloma
O quarto onde eu entrei era como uma biblioteca. Tinha tudo arquivado em fotos e arquivos.
Todos se entreolharam, não sabendo o que dizer.
Ok! Vamos embora! - sugeriu Camila, ao que todos concordaram.
Rindo sem parar, ainda assustados, todos vão às pressas em direção às suas casas. Afinal, pouca informação e muita imaginação só dá confusão!

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